Economia de mais de R$ 88 mil nos custos com antimicrobianos

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Redução chegou a 10,2% nos seis primeiros meses de 2019 em comparação ao segundo semestre de 2018

Desenvolver estratégias que impactam positivamente nos custos é um desafio diário e, ao mesmo tempo, fundamental para uma gestão hospitalar eficiente. Nesse contexto, o Complexo Hospitalar São Francisco busca, em todos os setores, implementar ferramentas e práticas que contribuem para esse objetivo. E os resultados de 2019 já começaram a aparecer. A auditoria realizada em julho no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) mostrou que, nos seis primeiros meses do ano, houve uma redução de 10,2% no gasto com antimicrobianos em comparação ao segundo semestre de 2018, o que representa uma economia de mais R$ 88 mil.

De janeiro a junho deste ano, foram realizadas 5962 solicitações de antimicrobianos direcionados para profilaxia cirúrgica, profilaxia de condições clínicas e tratamento de algum quadro infeccioso. Além desses, também foram utilizados antimicrobianos prescritos como terapêuticos.

Segundo a Médica Coordenadora do SCIH da Unidade Concórdia, Francelli Neves, um dos principais fatores que resultaram na redução dos custos é a otimização do gerenciamento do uso de antibióticos. “Nós conseguimos implementar um processo que permite que hoje os resultados das culturas bacterianas sejam divulgados em tempo real, direto no celular, para as Equipes dos Centros de Terapia Intensiva. Com isso é possível reduzir o espectro de medicamentos utilizados e direcionar a terapia do paciente com mais rapidez”, diz.

A Coordenadora explica que, quando um tratamento com antibióticos começa a ser realizado, são utilizados remédios com efeito amplo e, somente após o resultado das culturas, o direcionamento é feito. “Ou seja, quanto mais rápido o médico prescritor tem acesso à análise, mais ágil é a definição do tratamento, evitando assim a sobreposição de espectro de ação e tornando a terapia mais assertiva”, afirma Franceli.

Mais segurança para os pacientes

Além de essas práticas refletirem nos custos da instituição, o Superintendente Geral da Fundação Hospitalar São Francisco de Assis (FHSFA), Dr. Helder Yankous, ressalta, também, os ganhos na segurança. “O nosso comprometimento maior é com a vida e com a segurança dos nossos pacientes. Nesse sentido, se o uso de antimicrobianos é mais eficiente, a quantidade de medicamentos utilizados é menor, o que, consequentemente, reduz as chances de incidência de bactérias multirresistentes no hospital e da ocorrência de eventos adversos relacionados ao uso desnecessário de medicamentos”, comenta.

Por meio do diálogo constante entre as equipes do SCIH e dos CTI’s, são definidas ainda terapias alternativas para os pacientes e também são realizadas outras intervenções, como a redução do tempo de tratamento solicitado pelo médico assistente, sugestão de modificações de doses e de intervalos de medicamentos, bem com sequenciamento para terapia oral.

PROADI-SUS

Paralelo às ações do SCIH, o Programa de Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS), promovido pelo Ministério da Saúde e dirigido ao fortalecimento do SUS em hospitais filantrópicos de qualidade, também trouxe resultados importantes para a FHSFA.

Só em 2018, os índices de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (IRAS) associadas aos dispositivos invasivos apresentaram uma redução de quase 50%, nos três CTI’s da Unidade Concórdia, em comparação a 2017. O número total de infecções evitadas chegou a 61 e, como consequência, 16 vidas foram salvas.

“O Complexo Hospitalar São Francisco, contando também com o poder público, está investindo em estratégias cada vez mais modernas e efetivas voltadas para prevenção das infecções no ambiente hospitalar. Isso certamente impacta na nossa sustentabilidade e, principalmente, na segurança dos nossos pacientes”, conclui Yankous.

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